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Barroso e Trindade: “Ora vamos lá ver se nos conseguimos entender!” Ontem foram empossados os novos órgãos autárquicos na Nazaré Na Nazaré a totalidade dos eleitos nas Autárquicas já estão em funções e vão agora desempenhar funções em órgãos nos quais não existem maiorias absolutas António Paulo Os eleitos saídos do escrutínio local de 9 …

Barroso e Trindade: “Ora vamos lá ver se nos conseguimos entender!”


Ontem foram empossados os novos órgãos autárquicos na Nazaré

Na Nazaré a totalidade dos eleitos nas Autárquicas já estão em funções e vão agora desempenhar funções em órgãos nos quais não existem maiorias absolutas

António Paulo

Os eleitos saídos do escrutínio local de 9 de Outubro para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Nazaré, tomaram ontem posse em acto que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que se revelou exíguo para acolher os muitos munícipes interessados em seguir a cerimónia.

Para a Câmara Municipal, foram empossados Jorge Barroso, Reinaldo Silva e Mafalda Tavares (eleitos pelo PSD), António Trindade e António Salvador (eleitos pelos Independentes), João Benavente e Vítor Esgaio (eleitos pelo PS). Uma distribuição de mandatos que não deixa “preocupado” o reeleito presidente Jorge Barroso para quem “a democracia não tem de viver de maiorias absolutas, tem de viver sim do respeito absoluto dos eleitos pela grande manifestação de vontade popular, cabendo aos políticos encontrar soluções que respeitem a população e a sua vontade, de uma forma absoluta”. Irredutível em não desvendar sobre o modo como serão distribuídos os pelouros, Jorge Barroso, prefere centrar o seu discurso “na discussão alargada com a oposição e com a população” em matérias estratégicas para o concelho como “são, entre outros, a Agenda XXI, as funcionalidades do Porto de Abrigo ou a revisão do Plano Director Municipal”.

Do lado do PS, João Benavente sublinha que para Mesa da Assembleia Municipal “não existiu qualquer acordo, antes sim nos foi apresentada uma proposta que nos interessava e que nós votámos a favor”. “Quanto à Câmara Municipal ou Serviços Municipalizados não há conversas sequer”, assegura Benavente, sublinhando que “o PS vai fazer uma oposição firme, leal e construtiva”. Os primeiros passos do novo mandato do executivo camarário decorrerão na próxima sexta-feira à tarde, com a realização da primeira reunião pública.

O novo presidente da Assembleia Municipal da Nazaré é José Jordão (PSD), que terá a seu lado, na mesa, como secretárias Teresa Coelho (PS) e Fátima Lourenço (PSD). Constituição da mesa que resultou de uma proposta apresentada por Jordão, que na prática, por força da inexistência de maioria absoluta, espelhou um prévio entendimento entre PSD/PS, tal como havia sucedido há quatro anos. A proposta conjunta PSD/PS acabou aprovada, por maioria, com 15 votos a favor, 4 contra e 2 abstenções.

 

O primeiro momento quente

 

Esta foi uma proposta que despoletou o momento quente da tarde com Mário Sousinha, dos Independentes, a insurgir-se contra o facto de “os Independentes, como segunda força política mais votada nas eleições, não terem sido convidados para mesa da Assembleia”. Para o vereador António Trindade, dos Independentes, “este foi um acto que viola os princípios da Constituição e da democracia”, sublinhando que “na reunião com o presidente Jorge Barroso manifestámos a nossa total disponibilidade de abertura e cordialidade para colaborarmos no próximo mandato”. “Este é um sinal de entendimentos entre o PSD e PS que nos deixa preocupados relativamente ao que poderá vir a passar-se para a Câmara Municipal”, frisa António Trindade.

No novo parlamento municipal, fazem ainda parte, os deputados Miguel Sousinha, Bruno Vidal, Henrique Ramos, Mário Barroso, António Nunes, Joaquim Rodrigues e Sandra Figueiredo (eleitos pelo PSD), Mário Sousinha, Aníbal Freire, Fernando Vasco, António Martins, Maria da Conceição Duarte (eleitos pelos Independentes), Walter Chicharro, Maria Ledesma, Mário Teixeira e Margarida Matias (eleitos pelo PS), Frederico Caneco (eleito pela CDU) e Manuel Sequeira (eleito pelo BE). Deputados a quem o presidente da Assembleia, José Bento lembrou que “o debate político terá de ser feito com elevação e respeito”, sublinhando que “estamos aqui para resolver os problemas de quem nos colocou cá, e não para resolvermos problemas, questiúnculas ou interesses pessoais”.

O parlamento municipal reunirá pela primeira vez, em princípio em Novembro, no decorre da qual deverá ser apreciado um novo regimento, para cuja redacção foi designada uma comissão na qual terão assento representantes de todas as bancadas.

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Author: Jornal

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