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Um Rossio de problemas

As saliências estão à vista de todos e já são motivos de alguns acidentes Obras de requalificação de Alcobaça com final previsto para Fevereiro O saibro junto do Mosteiro de Alcobaça irá ter uma manutenção diária e as “falhas” no recinto do Rossio estão a ser “detectadas” para evitar mais acidentes Liliana João Desde o …


As saliências estão à vista de todos e já são motivos de alguns acidentes

Obras de requalificação de Alcobaça com final previsto para Fevereiro

O saibro junto do Mosteiro de Alcobaça irá ter uma manutenção diária e as “falhas” no recinto do Rossio estão a ser “detectadas” para evitar mais acidentes

Liliana João

Desde o seu início que as obras de Requalificação do Mosteiro de Alcobaça causam muita contestação, havendo opiniões diversas sobre o resultado final do Rossio e da praça D. Afonso Henriques.

Na passada quinta-feira, o vereador das Obras Públicas na Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, fez uma visita ao espaço fronte ao mosteiro, juntamente com técnicos da Câmara Municipal de Alcobaça e técnicos da empresa responsável pela obra, o consórcio Edifer/Costa e Carvalho. Neste mesmo dia, as grades que estavam a impedir que o saibro que está fronte ao Mosteiro fosse pisado, foram retiradas. Hermínio Rodrigues em declarações ao REGIÃO, quando questionado pelo sobre o estado do saibro após as primeiras chuvas que caíram recentemente, diz que “estamos muito contentes com o comportamento do saibro. O saibro aguentou perfeitamente a chuva”. O vereador adiantou ainda que o saibro terá uma manutenção diária, que acredita que seja tão necessária como a manutenção feita a um jardim. “Até a obra ser entregue à Câmara, será mantida pela empresa responsável pela aplicação do saibro. Depois, haverá um funcionário camarário, que diariamente, está encarregue de alisar o saibro e de tapar os buracos que, eventualmente, poderão surgir”. Hermínio Rodrigues aponta Fevereiro para a entrega da obra à Câmara Municipal, mês em que as obras de Requalificação do Mosteiro estarão também terminadas.

As grades do saibro na praça D. Afonso Henriques já foram retiradas há cerca de um mês e o saibro desse espaço, desde então que tem vindo a ser pisado pela população. Segundo o vereador das Obras Públicas, “o saibro está em condições para ser pisado, o problema é que apareceram alguns buracos. Está tudo a ser reparado para que fique em boas condições para que durante até ao fim do mês as esplanadas possam ser colocadas no seu local pré-definido”. De acordo com informações de Hermínio Rodrigues, as esplanadas deverão estar completamente terminadas durante esta semana, já que “a única coisa que falta são as mesas e as cadeiras iguais para todos os estabelecimentos”.

Juntamente com a questão do saibro e das esplanadas, o vereador Hermínio Rodrigues adiantou ao REGIÃO que “quando receber a obra quero que tudo esteja realmente terminado. E quando digo terminada, também implica que as árvores plantadas no Rossio sejam verdes e não árvores com um aspecto morto, como estão actualmente”. O vereador atribui a culpa desta situação ao facto de as árvores “terem sido serem plantadas na época errada do ano”.

 

Tropeços e trambolhões

 

Inauguradas há mais de dois meses, já são conhecidos publicamente vários acidentes na zona requalificada. Recentemente, Maria Vitorino Serafim, de 84 anos, caiu no lajedo lateral do Mosteiro de Alcobaça, quando se dirigia para a missa da 11 horas da manha. Segundo Francisco Ventura, genro da vítima, “ela tropeçou nas lajes e quando caiu, foi com a mão ao chão, cortando a mão direita. Isto resultou numa pequena fractura, tendo ainda sofrido ferimentos que obrigaram a levar 10 pontos. Francisco Ventura, em conversa com o REGIÃO, contou que algumas das lajes não estão fixas “chegando algumas a balouçar quando pisadas”. O genro da vítima não se conforma com esta situação explicando que “qualquer pessoa vê que as pedras estão mal assentes e que não nenhum tipo de junção entre as lajes, o que provoca aqueles desníveis. Está à vista de todos aquelas arestas mais salientes, que podem magoar mais alguém como aconteceu com a minha sogra”. Ninguém vai tirar as dores à minha mãe mas pelo menos um pouco de respeito”. Na opinião de Albertina, “aquela zona do Rossio e da praça Afonso V está muito perigoso, tanto para as pessoas com alguma agilidade, como para crianças, idosos e pessoas em cadeiras de rodas”.

Mas este incidente não é o único desde que as obras do Mosteiro foram inauguradas. Joaquim Matias, dono de um estabelecimento comercial no Rossio, e espectador privilegiado pela localização da sua loja, é testemunha de muitos “tropeços” na calçada e na caleira, para escoamento das águas pluviais, que, segundo o comerciante “é motivo para muitos trambolhões. Já houve até uma situação em que uma senhora acabou por partir um pé, na junção da caleira, juntos dos correios”. Joaquim Matias atribui grande maioria da culpa destas sistemáticas quedas nas saliências das pedras da calçada que “são cada vez mais evidentes”.

Quando confrontado com estas situações, o vereador Hermínio Rodrigues referiu que “existem algumas coisas que precisam de ser corrigidas, nem tudo é perfeito. No que se refere às saliências das lajes, concordo que não estejam a completamente funcionais, mas temos de ter em conta que são saliências de centímetros e não de metros”. O autarca reconhece que a caleira que atravessa a obra, pode-se tornar um pouco incomoda para algumas pessoas, mas não acredito que impossibilite ninguém de passar”.

Author: Jornal

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