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Concessionar mais para mais vigiar

Câmara da Nazaré quer mais vigilância nas praias Câmara da Nazaré quer novas concessões de praia no concelho Autarquia quer novas concessões nas praias concelhias António Paulo Os vereadores da Câmara Municipal da Nazaré, estão a estudar uma proposta a enviar ao Ministério do Ambiente, com o objectivo de sensibilizar e alertar a tutela, para …


Câmara da Nazaré quer mais vigilância nas praias

Câmara da Nazaré quer novas concessões de praia no concelho

Autarquia quer novas concessões nas praias concelhias

António Paulo

Os vereadores da Câmara Municipal da Nazaré, estão a estudar uma proposta a enviar ao Ministério do Ambiente, com o objectivo de sensibilizar e alertar a tutela, para a abertura de novos concursos de atribuição de concessões de apoios de praia e consequente reforço da vigilância balnear. Uma extensão de cerca de 700 metros na praia da Nazaré – compreendida entre os bares “Buba’s” e “Barrabar” -, e a praia do Norte, são as áreas onde o presidente da autarquia, Jorge Barroso, entende que se torna necessário ter mais vigilantes. O teor da proposta, apresentada pelo edil, chegou a ser debatido na reunião do executivo ocorrida na passada segunda-feira, mas a invocação por parte da oposição de mais tempo para reflectir sobre o seu conteúdo e implicações da sua eventual aprovação, levou à sua retirada, para posterior agendamento.

Da argumentação de Jorge Barroso faz parte a constatação da necessidade de reforço de vigilância “numa zona da praia da Nazaré muito procurada, mas igualmente, a mais perigosa”. O autarca entende que um posto de vigilância, localizado sensivelmente a meio do cerca de 700 metros de troço de praia em questão, é “insuficiente” sublinhando, que os vigilantes mais próximos, muito dificilmente poderão acorrer em tempo útil a uma qualquer situação de aflição que se registe naquela zona”. Quanto à praia do Norte, Jorge Barroso, sustenta que “ela é cada vez mais procurada e que dadas as características do mar naquela zona, impõe-se que passe a ser vigiada”.

Depois, por uma questão “responsabilização”, Jorge Barroso sustenta que “o Ministério do Ambiente, deve assumir as suas responsabilidades numa área que está sob a sua jurisdição”. Desde há cerca de cinco anos que a autarquia assumiu por “sua conta e risco” a vigilância de algumas zonas não concessionadas da praia da Nazaré, mediante um protocolo celebrado com a Associação de Nadadores Salvadores local e que importa em cerca de 5 mil euros anuais. Para além do protocolo, a autarquia cede à associação para o período de vigilância balnear uma moto de água e uma moto-quatro, pagando dos seus cofres as facturas de combustíveis e manutenção. Para além disto, a autarquia auto-encarregou-se ainda da limpeza do areal.

“Mamarrachos”

Perante este cenário, o autarca entende que é “chegada a altura” de sensibilizar a tutela para a abertura de novos concursos para atribuição de novas concessões de apoio de praia, previstos no Plano de Ordenamento da Orla Costeira, e que através delas o reforço da vigilância possa ser concretizado. Uma posição que decorre igualmente do volume de verbas dispendidas pela autarquia com estas operações em áreas que não são da sua responsabilidade, tanto mais Jorge Barroso não esquece que “quando, por exemplo, queremos montar um pequeno palco no areal, temos preencher a papelada e de pagar taxas de 200 euros e mais”.

Foi o eventual aparecimento de mais apoios no areal da praia nazarena, cuja presença “nem sempre significa um aumento de segurança”, que levou o vereador do PS, Vítor Esgaio – um antigo nadador salvador – a colocar  reservas ao teor da proposta. O autarca socialista manifestou o seu desacordo perante a possibilidade do surgir de mais “uns mamarrachos” no areal, referindo-se à dimensão dos apoios de praia que poderão variar entre os 30 e 150 metros quadrados. Jorge Barroso argumentou que os “apoios serão simples e só serão para a época alta” e que “terão de ter as dimensões exactamente previstas no POOC para aquelas zonas de praia”, reforçando que o aparecimento de novas concessões, tem ainda implicações económicas, dado que “poderá proporcionar receitas para economia local, tendo em conta a capacidade financeira de quem tem disponibilidades para alugar camas, cadeiras ou chapéus de sol, que é necessariamente diferente daquela do turista que traz o garrafão e só deixa lixo quando vai embora”.

Author: Jornal

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