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Costa em risco

Governo Civil de Leiria inventariou locais de risco na faixa costeira Gabinete do Governo Civil de Leiria percorreu o litoral Está em curso um levantamento de situações de risco associadas ao processo de erosão das arribas na faixa costeira no distrito Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Vale Furado, S. Martinho do Porto, no concelho …


Governo Civil de Leiria inventariou locais de risco na faixa costeira

Gabinete do Governo Civil de Leiria percorreu o litoral

Está em curso um levantamento de situações de risco associadas ao processo de erosão das arribas na faixa costeira no distrito

Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Vale Furado, S. Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça, fizeram parte do roteiro das deslocações que o gabinete do Governo Civil efectuou na orla costeira litoral do distrito de Leiria, na companhia do comandante distrital da Protecção Civil e dos comandantes das capitanias dos portos da Nazaré e Peniche. Para além dos locais visitados no concelho de Alcobaça, foram ainda visitados o Forte de S. Miguel e Praia da Nazaré no concelho da Nazaré; S. Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande; Serra do Bouro e Foz do Arelho, no concelho de Caldas da Rainha; Consolação, Peniche, Baleal, Praia de Almagreira, até à Praia D’El Rei nos concelhos de Peniche e Óbidos.

Estas visitas tiveram como objectivos verificar, no terreno, processos de erosão marinha e de instabilidade das arribas, avaliar os riscos associados a essa instabilidade e definir medidas de minimização dos riscos e de prevenção de acidentes. Na origem das visitas “está a preocupação do Governo pela preservação e valorização da orla costeira portuguesa, bem como pela segurança dos cidadãos, cabendo ao Governo Civil de Leiria elaborar um relatório referente ao estado de erosão das arribas do distrito, a remeter ao Ministério do Ambiente”, refere Adelino Mendes, adjunto do governador civil.

Preocupações

De acordo com Adelino Mendes, “as situações verificadas nestas visitas levantam preocupações em relação à segurança das pessoas quando circulam nas arribas, ou utilizam escadarias de acesso ao mar e pontos de pesca clandestinos construídos em plena arriba, devido à possibilidade de ocorrência de desmoronamentos”. Em alguns locais não é permitida a permanência nas praias, na proximidade da “base” das arribas, atendendo à possibilidade de queda de blocos rochosos. Durante as visitas verificaram-se também “algumas situações críticas de casas construídas em plena arriba, bem como de vias de comunicação que poderão estar em perigo”.

No sentido de minimizar alguns destes perigos, têm vindo a ser tomadas medidas para garantir a segurança dos cidadãos.

O Instituto Nacional da Água, com o apoio técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, identificou os locais de maior risco e tem já em curso algumas intervenções que incluem o desmonte de blocos rochosos, a disposição de rochas no interior de cavidades nas arribas na Praia de Almagreira, em Peniche e a colocação de sinalização de alerta para o perigo de derrocada ou de instabilidade das arribas. Estão também em curso as obras de drenagem pluvial na zona envolvente do Forte de S. Miguel, na Nazaré. Esta intervenção, da responsabilidade do Ministério da Defesa, e coordenada pelo Instituto Nacional da Água, pretende consolidar a área anexa ao Forte, sujeita à acção de diversos agentes erosivos.

Tendo em conta a inevitabilidade destes processos, relacionados com a dinâmica do litoral, Adelino Mendes salienta que o “Governo Civil pretende sensibilizar os cidadãos para esta problemática” fazendo um apelo “para que se respeite a sinalização de proibição que se encontra nos locais mais perigosos e se evite a vandalização ou retirada dos mesmos”.

Author: Jornal

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