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Veredicto adiado

Os três arguidos vão ter que aguardar por segunda-feira para saberem da decisão do colectivo de juízes Adiada a leitura da sentença dos alegados homicidas do pescador Israel O colectivo de juízes adiou para segunda-feira leitura da sentença António Paulo O colectivo de Juízes do Tribunal Judicial da Nazaré, presidido por Adelino Crua, que está …


Os três arguidos vão ter que aguardar por segunda-feira para saberem da decisão do colectivo de juízes

Adiada a leitura da sentença dos alegados homicidas do pescador Israel

O colectivo de juízes adiou para segunda-feira leitura da sentença

António Paulo

O colectivo de Juízes do Tribunal Judicial da Nazaré, presidido por Adelino Crua, que está a julgar o homicídio do pescador Hélder José do Carmo Israel, ocorrido em Abril do ano passado, adiou para as 16 horas da próxima segunda-feira (dia 20), a leitura da sentença aos arguidos Marco Correia Sérgio Monteiro e Roberto Catarino. A leitura do acórdão estava agendada para a tarde de ontem (terça-feira), mas uma sobrecarga de trabalho dos juízes encarregues de julgar o caso, acabou por ditar o adiamento.

Recorde-se que em sede de alegações, o Ministério Público, considerou que “foi feita prova cabal da acusação” e pediu a aplicação de “uma pena severa para um crime hediondo e macabro”, salientando que Roberto Catarino foi o único dos três arguidos que “manteve sempre” a mesma versão dos factos desde o dia em que se entregou às autoridades. Para o acusador público, o arguido Marco Correia “foi mudando pouco a pouco” os seus depoimentos em busca da inocentação. Quanto ao terceiro arguido, Sérgio Monteiro, o representante do Ministério Público salientou que procurou desculpabilizar Marco Correia pelo acto cometido, proclamando em simultâneo a sua inocência. Por seu lado, Tânia Gandaio, advogada de acusação, pediu ao colectivo para além da fixação de uma indemnização cível a atribuir à família da vítima, a condenação dos arguidos “à pena máxima de vinte e cinco anos”.

Mafalda Tavares, advogada de defesa dos arguidos Marco Correia e Sérgio Monteiro pediu ao colectivo que levasse em linha de conta o estado alcoolizado dos seus constituintes, reconhecendo ainda assim, estar-se perante “um acto horrendo e um crime de gravidade e violento”, um comportamento que de acordo com os depoimentos das testemunhas nada previsível. Rui Zarro advogado de defesa de Roberto Catarino, pediu ao colectivo a aplicação de justiça, que levasse em linha de conta, a postura do arguido em sede de julgamento, indiciadora de um arrependimento, constatável a partir do dia em que se entregou às autoridades.

Os três arguidos que terão de esperar até segunda-feira pelo veredicto do Tribunal, estão a ser julgados sob a acusação do cometimento do assassínio de Hélder Israel, crime ocorrido na noite de 10 para 11 de Abril de 2005 na casa de Marco Correia, situada na freguesia de Famalicão, no concelho da Nazaré. Depois de alegadamente espancarem e o golpearem vítima com uma machada, o trio colocou o corpo no interior de um saco, tendo-o transportado na bagageira de uma viatura até Peniche. O corpo do pescador foi então atirado ao mar, numa falésia próxima do cabo Carvoeiro, onde acabou por ser encontrado pelas autoridades, cinco dias depois do alerta da família. Hélder Israel tinha 38 anos, era solteiro e vivia na Nazaré com os pais e irmãos.

Author: Jornal

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