Nazaré

Loja no Mercado “despejada” sem conhecimento da inquilina

À hora do fecho da edição do Jornal Região da Nazaré, recebemos, na nossa redação, uma denúncia sobre uma loja no Mercado Municipal da Nazaré, onde decorrem obras, sem que a inquilina, que tem o pagamento de rendas em dia, tenha sido informada ou contactada no sentido de denunciar o contrato.

A queixosa, Sónia Orlanda Carreira Vinagre, esclareceu-nos que a loja no tempo do avô, “funcionava como talho com o nome “Fonsecas e Afonso lda”, depois houve uma transferência do arrendamento do locado para o meu pai, Orlando Quitério Vinagre, e, por sua morte, passou para mim, Sónia Orlanda Carreira Vinagre, com auto-rização da Câmara Municipal da Nazaré para mudar para o ramo de pastelaria. Trabalhei lá, durante cerca de 4 anos até que descobri que estava doente.”
Segundo Sónia Vinagre, “a loja estava fechada ao público, mas não estava abandonada. Lá dentro estavam armários em inox, um balcão, um forno industrial e dossiês que diziam respeito à contabilidade, com documentos confidenciais e o mobiliário do café. Onde estão as minhas coisas. Por que não fui contactada, nem notificada pela Câmara Municipal da Nazaré? Por quê a minha e não nenhuma das outras lojas que se encontram fechadas há anos?” São as questões que Sónia Carreira coloca e para as quais parece não obter resposta por parte da entidade competente.
A revolta e a falta de respostas levaram esta munícipe a fazer uma queixa-crime contra a Câmara Municipal da Nazaré, que terá colocado o espaço em hasta pública sem o seu conhecimento e sem qualquer contacto através de edital que tanto quanto pudemos apurar não foi divulgado no jornal local, como está previsto por lei.
A proprietária do Café/ Pastelaria Sónia apercebeu-se das obras há pouco tempo, após ter estado internada no Hospital. Lastima o facto de não ter recebido qualquer carta ou aviso e, apesar de reconhecer que se atrasou no pagamento de alguns meses de renda, afirma que achou estranha a situação de receberem as rendas em atraso, na Câmara Municipal, sem lhe terem dado qualquer informação sobre a situação atual do locado, cujas rendas tem em dia, até à presente data.
Sentindo-se prejudicada, desres-peitada e injustiçada, Sónia Carreira promete ir até às últimas instâncias à procura da justiça que não encontrou por parte da mesma entidade que nunca que lhe permitiu abrir uma porta para o exterior do mercado, apesar das obras de benfeitoria que fez na época em que abriu as portas ao público e dos inúmeros pedidos ao executivo anterior, e que só agora se tornou realidade, porque segundo lhe terão dito outros inquilinos de lojas e bancas do Mercado Municipal, este espaço terá sido adjudicado a um funcionário / técnico da Câmara Municipal para abrir uma “Garrafeira”.

Author: Dina Teresa

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